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Contestação em Ação Cautelar de Busca e Apreensão de Menor

Contestação em Ação Cautelar de Busca e Apreensão de Menor

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Criado

27 de abril de 2025

Atualizado

27 de abril de 2025

Versão

1

Autor

cicero

Jurisdição

br

Resumo

Contestação em Ação Cautelar de Busca e Apreensão de Menor, na qual a Requerente alega ter se afastado do lar devido a comportamento agressivo e ameaças do Requerido, refutando a existência de *fumus boni juris* e *periculum in mora* para a concessão da cautelar e pedindo sua improcedência.

Contestação em Ação Cautelar de Busca e Apreensão de Menor

Contestação em Ação Cautelar de Busca e Apreensão de Menor, na qual a Requerente alega ter se afastado do lar devido a comportamento agressivo e ameaças do Requerido, refutando a existência de fumus boni juris e periculum in mora para a concessão da cautelar e pedindo sua improcedência.

Endereçamento

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA {NUMERO_VARA}ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE {NOME_COMARCA}

Autos nº: {NUMERO_DO_PROCESSO}

Qualificação e Apresentação da Contestação

{QUALIFICACAO_REQUERENTE}, {NACIONALIDADE_REQUERENTE}, {PROFISSAO_REQUERENTE}, casado(a), portador(a) da Carteira de Identidade nº {NUMERO_IDENTIDADE_REQUERENTE}, inscrito no CPF sob o nº {CPF_REQUERENTE}, residente e domiciliado(a) na Rua {ENDERECO_REQUERENTE}, nº {NUMERO_ENDERECO_REQUERENTE}, Bairro {BAIRRO_REQUERENTE}, Cidade {CIDADE_REQUERENTE}, Cep. {CEP_REQUERENTE}, no Estado de {ESTADO_REQUERENTE},

Por seu procurador infra-assinado, com escritório profissional situado na Rua {ENDERECO_ADVOGADO}, nº {NUMERO_ENDERECO_ADVOGADO}, Bairro {BAIRRO_ADVOGADO}, Cidade {CIDADE_ADVOGADO}, Cep. {CEP_ADVOGADO}, no Estado de {ESTADO_ADVOGADO}, onde recebe intimações, vem à presença de V. Exa., nos autos da presente AÇÃO CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO DE MENOR, que lhe move {QUALIFICACAO_REQUERIDO}, já devidamente qualificado(a) na inicial, apresentar

CONTESTAÇÃO

pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

DOS FATOS

DOS FATOS ALEGADOS NA INICIAL

  1. Conforme disposto na peça exordial, {REQUERENTE} e {REQUERIDO} casaram-se na data de {DATA_CASAMENTO}, advindo desta união o menor {NOME_MENOR}.

  2. Entretanto, como alega {REQUERIDO}, por motivos de foro íntimo ocorreu a separação do casal, tendo a criança permanecido, desde então, sob a guarda de {REQUERENTE} até ulterior deliberação judicial.

  3. Consta, ainda, que {REQUERIDO} e {REQUERENTE} estão tratando de ajuizar Ação de Divórcio, em razão do impossível convívio sob o mesmo teto.

  4. Assevera {REQUERIDO}, que {REQUERENTE} teria levado o menor para fora do Estado, sem sua prévia comunicação, no intuito de subtraí-lo à decisão judicial, caso esta lhe fosse desfavorável.

  5. Diante da inverdade dos fatos narrados por {REQUERENTE}, torna-se de extrema necessidade a elucidação da verdade, para que reste assegurada a concretização da Justiça.

Da separação do casal

  1. Ao que se vislumbra, {REQUERIDO} omite a razão pela qual tornou-se impossível o convívio sob o mesmo teto, o que se torna plenamente compreensível, eis que restaria configurada sua responsabilidade pelo rompimento da união, e outrossim, sua total incapacidade para cuidar do menor.

  2. Desta feita, para maior elucidação dos fatos, necessário constar-se, que desde a data de {DATA_INICIO_COMPORTAMENTO_AGRESSIVO}, {REQUERIDO} vem apresentando comportamento assaz agressivo, chegando às raias da violência no trato com {REQUERENTE} e com o menor.

  3. Assim, conforme se poderá comprovar mediante o depoimento das testemunhas, {REQUERENTE} e seu filho têm vivido sob a violência doméstica, num ambiente doentio de terror e acuamento.

  4. Destarte, o procedimento de {REQUERIDO} tem causado transtornos emocionais e psicológicos ao menor, cujas atitudes refletem sobremaneira a violência sofrida em casa, de tal maneira, que na data de {DATA_CHAMADA_ESCOLA}, {REQUERENTE} foi chamada na escola onde estuda o menor, pelo fato de que o mesmo estaria agredindo as outras crianças.

  5. Deste modo, não outra a solução vislumbrada por {REQUERENTE}, que não a de deixar a residência do casal, levando o menor para um ambiente mais saudável e tranquilo, tendo, então, comunicado a {REQUERIDO} sua intenção de propor competente ação de separação para findar a violência a que estavam subemtidos, ela e o filho.

Da continuidade das ameaças

  1. Outro ponto omitido por {REQUERIDO} refere-se ao fato de que continuou a atemorizar {REQUERENTE}, obrigando-a a retornar com o menor para o lar, sob pena de sofrerem consequência maiores, diga-se, agressões ainda mais graves.

  2. Assim, o {NOME_PARTE_REQUERIDO} começou a perseguir a {NOME_PARTE_REQUERENTE}, ameaçando-a sempre, tendo chegado ao ponto, inclusive, de agredi-la publicamente.

  3. Desta feita, diante da situação de terror criada pelo {NOME_PARTE_REQUERIDO}, viu-se a {NOME_PARTE_REQUERENTE} compelida a se retirar do Estado, junto com o filho, para evitar qualquer ocorrência de maior gravidade, bem como, para, com mais segurança, poder dar continuidade à sua luta contra a volência doméstica.

  4. Destarte, encontra-se a {NOME_PARTE_REQUERENTE} morando, junto com o menor, no endereço acima exposto, justamente para presevar a própria integridade física e moral, mormente, a do filho.

DO MÉRITO

DO MÉRITO

Da impossibilidade da cautelar

  1. Ao que se vislumbra, propôs o {NOME_PARTE_REQUERIDO} a Ação Cautelar de Busca e Apreensão do menor, sob o argumento de que haveria perigo de que a {NOME_PARTE_REQUERENTE}, em lhe sendo desfavorável a sentença acerca da guarda do filho, procurasse se esquivar do cumprimento da determinação judicial, fugindo com o menor para lugar desconhecido.

  2. Procura o {NOME_PARTE_REQUERIDO} consubstanciar suas alegações mediante o fato de ter a {NOME_PARTE_REQUERENTE} saído de casa com o menor, levando-o posteriormente para outro Estado.

  3. Ora, esquece-se de mencionar o {NOME_PARTE_REQUERIDO}, que somente em razão das suas ameaças e violências, é que a {NOME_PARTE_REQUERENTE} se viu compelida a levar o menor para fora da cidade, até que pudesse solucionar o problema judicialmente.

  4. Desta feita, resta inatendida a determinação contida no art. 840 do Código de Processo Civil, segundo a qual, na petição inicial deve-se expor as razões justificativas da medida, eis que o {NOME_PARTE_REQUERIDO} omitiu a verdade dos fatos, ou antes, engendrou falsa argumentação, no intuito de induzir este Juízo à erro.

  5. Assim, pois, diante da situação que ora se expõe, é imperioso concluir-se, dada a ausência de justificativas plausíveis para a concessão da cautelar, que não restou configurada hipótese ensejadora da agressiva medida de busca e apreensão do menor. Ademais, cumpre salientar, que razões sobram à {NOME_PARTE_REQUERENTE} para manter a criança longe do contato com o {NOME_PARTE_REQUERIDO}.

Do “periculum in mora” e do “fumus boni juris”

  1. Diante de tudo quanto se explanou anteriormente, percebe-se claramente a inexistência dos alegados “periculum in mora” e “fumus boni juris”, eis que a {NOME_PARTE_REQUERENTE} somente levou o menor para fora do Estado, no intuito de preservar sua integridade física e moral, atitude esta motivada pelas ameaças e agressões do {NOME_PARTE_REQUERIDO}.

  2. É patente, portanto, que a {NOME_PARTE_REQUERENTE} não pretende se furtar ao cumprimento de eventual sentença judicial que lhe retire a guarda do filho, mas ao contrário, pretende justamente socorrer-se, sem maiores transtornos, das vias judiciais para findar a relação com o {NOME_PARTE_REQUERIDO}, e outrossim, obter a guarda do menor. Mas, para tanto, cumpre frisar, fez-se necessário o afastamento temporário da {NOME_PARTE_REQUERENTE}, em razão das constantes ameaças e agressões sofridas.

  3. Ademais, alega o {NOME_PARTE_REQUERIDO} – “que a atitude da {NOME_PARTE_REQUERENTE} tem gerado ao menor transtornos de ordem psíquica, mas, notadamente, prejuízos de ordem social e educacional, uma vez que a criança foi retirada do seu ambiente familiar, do convívio com o {NOME_PARTE_REQUERIDO}, parentes e amigos, e em maior gravidade, foi retirada da sua escola, correndo o risco de ser assaz prejudicada em seu rendimento, aprendizagem e consequente desenvolvimento escolar. Tal assertiva é irretorquível, uma vez que a criança foi agressivamente arrancada de seu meio, não havendo nenhum preparo que garantisse a amenização dos efeitos de uma mudança. Além disto, não se esperou, nem ao menos, o término do ano letivo, o que corrobora, maiormente, os prejuízos à ela impingidos.”

  4. Novamente cumpre salientar, que a atitude da {NOME_PARTE_REQUERENTE} foi motivada pelo comportamento do próprio {NOME_PARTE_REQUERIDO}, para preservar o menor das agressões e violências do pai, salvaguardando, assim, sua integridade física e moral.

  5. Além disto, conforme restará plenamente demonstrado, encontra-se o menor em excelentes condições, sendo cabível dizer-se, que está em tratamento psicológico e emocional, possível em razão do afastamento do convívio paterno. Ademais, a {NOME_PARTE_REQUERENTE} está morando com parentes, o que implica em um ambiente familiar saudável para a criança. Necessário constar-se, ainda, que o menor está matriculado em excelente escola da região, sendo notária a melhora em seu rendimento escolar.

  6. Desta feita, inexistem o requisitos exigidos pelo art. 801 do Código de Processo Civil, restando prejudicada, portanto, a concessão da medida cautelar, como se verifica:

Art. 801. O requerente pleiteará a medida cautelar em petição escrita, que indicará:

IV – a exposição sumária do direito ameaçado e o receio da lesão;

DOS PEDIDOS

DOS PEDIDOS

Pelo exposto, REQUER:

  1. Seja considerada improcedente a presente Ação de Busca e Apreensão, em razão da inexistência dos requisitos essenciais – “fumus boni juris” e “periculum in mora” – determinando-se que o menor permaneça sob a guarda da {NOME_PARTE_REQUERENTE} até ulterior decisão judicial, em processo específico.

  2. A condenação do {NOME_PARTE_REQUERIDO} ao pagamento das custas e honorários advocatícios arbitrados por este r. Juízo.

Pretende provar o alegado mediante prova documental, testemunhal e demais meios de prova admitidos em Direito, consoante determinação do art. 332 do Código de Processo Civil.

Termos que

Pede deferimento.

({LOCAL}, {DATA_FORMATADA}).

({NOME_ADVOGADO} e assinatura do advogado).

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Numero VaraNome ComarcaNumero Do ProcessoQualificacao RequerenteNacionalidade RequerenteProfissao RequerenteNumero Identidade RequerenteCpf RequerenteEndereco RequerenteNumero Endereco RequerenteBairro RequerenteCidade RequerenteCep RequerenteEstado RequerenteEndereco AdvogadoNumero Endereco AdvogadoBairro AdvogadoCidade AdvogadoCep AdvogadoEstado AdvogadoQualificacao RequeridoRequerenteRequeridoData CasamentoNome MenorData Inicio Comportamento AgressivoData Chamada EscolaNome Parte RequeridoNome Parte RequerenteLocalData FormatadaNome Advogado

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