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Embargos à Execução

Embargos à Execução

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Criado

27 de abril de 2025

Atualizado

27 de abril de 2025

Versão

1

Autor

cicero

Jurisdição

br

Resumo

Petição de Embargos à Execução no âmbito do Juizado Especial Cível, visando declarar a nulidade absoluta da penhora de um imóvel por se tratar de bem de família, fundamentada na Lei nº 8.009/90 e no CPC. O modelo inclui pedido de gratuidade de justiça.

Embargos à Execução com Alegação de Impenhorabilidade de Bem de Família

Petição de Embargos à Execução no âmbito do Juizado Especial Cível, visando declarar a nulidade absoluta da penhora de um imóvel por se tratar de bem de família, fundamentada na Lei nº 8.009/90 e no CPC. O modelo inclui pedido de gratuidade de justiça.

Endereçamento

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA {NUMERO_DA_VARA} UNIDADE DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA CIDADE.

Identificação do Processo

Ação de Execução de Título Extrajudicial

Processo nº. {NUMERO_DO_PROCESSO}

Exequente: {NOME_PARTE_EXEQUENTE}

Executado: {NOME_PARTE_EXECUTADO}

Qualificação e Fundamentação Legal

{NOME_PARTE_EXECUTADO}, {ESTADO_CIVIL}, {PROFISSAO}, residente e domiciliado na {ENDERECO}, nesta Capital, CEP nº {CEP}, possuidor do CPF (MF) nº. {CPF}, endereço eletrônico {EMAIL}, vem, com o devido respeito a Vossa Excelência, por intermédio de seu patrono -- instrumento procuratório acostado - causídico inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado, sob o nº. {NUMERO_OAB}, com seu escritório profissional consignado no mandato acostado, o qual, em atendimento aos ditames contidos no art. 77, inc. V c/c art. 287, caput, um e outro do CPC, indica-o para as intimações necessárias, com supedâneo no art. 53, § 3º e art. 52, inc. IX, “d”, da Lei nº 9.099/95 e art. 914 e segs. c/c art. 917, inc. VI, ambos da Legislação Adjetiva Civil, para ajuizar

EMBARGOS À EXECUÇÃO

em face da Ação de Execução por Título Extrajudicial, manejada por {NOME_PARTE_AUTORA}, {ESTADO_CIVIL_PARTE_AUTORA}, {PROFISSAO_PARTE_AUTORA}, residente e domiciliado na {ENDERECO_PARTE_AUTORA}, nesta Capital, CEP {CEP_PARTE_AUTORA}, inscrito no CPF (MF) sob o nº. {CPF_PARTE_AUTORA}, endereço eletrônico desconhecido, em decorrência das justificativas de ordem fática e de direito, abaixo delineadas.

Introdução e Pedido de Gratuidade de Justiça

INTROITO

(a) Benefícios da Gratuidade da Justiça

(CPC, art. 98, caput)

O Embargante não tem condições de arcar com as despesas do processo. São insuficientes seus recursos ficeiros para pagar todas as despesas processuais.

Dessarte, formula pleito de gratuidade da justiça, o que faz por declaração de seu patrono, sob a égide do art. 99, § 4º c/c 105, in fine, ambos do CPC, quando tal prerrogativa se encontra inserta no instrumento procuratório acostado.

Quadro Fático

1 – Quadro Fático

(CPC, art. 771, parágrafo único c/c art. 319, inc. III)

Estes Embargos têm por objetivo afastar a constrição do imóvel objeto da matrícula nº. {NUMERO_MATRICULA} do Cartório de Registro de Imóveis desta Capital. O Embargante se apresenta como possuidor e titular direto do mesmo, o que se comprova por meio das faturas de cobrança de luz, água e telefone, com diferentes datas e períodos, compreendendo os anos de {ANO_INICIAL} a {ANO_FINAL}, todas enviadas ao endereço do imóvel penhorado. ( docs. {NUMERO_DOCUMENTO_INICIAL}/{NUMERO_DOCUMENTO_FINAL})

Comprovação de que é o único imóvel:

  • Mediante certidões cartorárias, comprova-se que o bem penhorado é o único imóvel que lhe pertence ( docs. {NUMERO_DOCUMENTO_INICIAL_2}/{NUMERO_DOCUMENTO_FINAL_2}).

  • Isto igualmente se confirma em face das Declarações de Imposto de Renda do Embargante, referente aos últimos cinco (5) anos. ( docs. {NUMERO_DOCUMENTO_INICIAL_3}/{NUMERO_DOCUMENTO_FINAL_3})

Desse modo, inconfundível que houvera penhora de bem de família e, por esse motivo, há de ser declarada nula, máxime por afronta ao art. 833, inc. I, do CPC e art. 1º da Lei 8.099/90.

Da Nulidade Absoluta da Penhora - Bem de Família

1.1. – Nulidade Absoluta da Penhora

Com efeito, encontra-se sobejamente comprovado que o imóvel constrito é o único de propriedade do Executado, ora Embargante. Ademais, serve como utilidade pela entidade familiar, para moradia permanente, nos exatos termos da Lei nº. 8.009/90 (art. 1º). Por esse ângulo, deve ser reconhecida sua impenhorabilidade vez que se mostra como bem de família.

Em texto de clareza solar, estabelece a Lei 8009/90 que:

Lei nº. 8.009/90

Art. 1º - O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta Lei.

Portanto, a norma regente da matéria preceitua que, mesmo diante de crédito de natureza existencial, como ocorre com o crédito trabalhista, há resistência ante valores de igual ou maior magnitude, como a proteção constitucional à casa, abrigo inviolável do cidadão, espaço de proteção à família. Esse diploma legal, com dito, trata de proteger valores sociais, tais como os aludidos direito à moradia e à manutenção da unidade familiar. ( CF/88, arts. 6º e art. 226 e parágrafos)

Consoante a dicção do Estatuto de Ritos:

Art. 833. São impenhoráveis:

I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução;

Deveras, sem qualquer esforço se nota que a constrição é nula; incapaz de produzir qualquer efeito.

A jurisprudência se encontra cimentada nessa mesma esteira de entendimento:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. DESCONSTITUIÇÃO DA CONSTRIÇÃO. BEM DE FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE. LEI Nº 8.009/90. POSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO ATÉ DE OFÍCIO PELO JUIZ. DECISÃO MANTIDA.

  1. Nos termos do art. 1º da Lei nº 8009/90: O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta Lei. 02. A impenhorabilidade absoluta do bem de família é matéria de ordem pública e como tal, pode ser examinada a qualquer momento, não estando, pois, sujeita à preclusão ou a intempestividade, na medida em que o bem jurídico tutelado não é o patrimônio do devedor, e sim a preservação da família e de suas condições de sobrevivência. 03. Recurso desprovido. Unânime [ ... ]

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO REIVINDICATÓRIA. ERRO MATERIAL. POSSIBILIDADE DE CORREÇÃO. ADJUDICAÇÃO DE IMÓVEL. BEM DE FAMÍLIA. NULIDADE DA PENHORA E DOS ATOS SUBSEQUENTES. ARGUIÇÃO EM RECONVENÇÃO. POSSIBILIDADE. IMPENHORABILIDADE. SENTENÇA REFORMADA.

Havendo possibilidade de corrigir erro material em segunda instância, desnecessária a cassação da sentença, prezando-se pela aplicação do princípio da razoável duração do processo (art. 5º, LXXVIII, da CR). Nos termos do art. 315 do CPC/73, vigente à época, o réu pode reconvir ao autor no mesmo processo, toda vez que a reconvenção seja conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. Preenchidos os requisitos da reconvenção, esta deve ser recebida e analisada, pena de nulidade por ausência de prestação jurisdicional. O único bem do executado e que serve de moradia a ele e à sua família é impenhorável, nos termos do art. 1º da Lei Federal n. 8.009, de 1990, constituindo a penhora desse bem nulidade absoluta que pode ser alegada em ação autônoma. Desta forma, impõe-se o reconhecimento do vício para anular a penhora, a adjudicação, a carta de adjudicação e, consequentemente, seu registro junto ao CRI. Cartório de Registro de Imóveis. Recurso provido [ ... ]( ... )

Dos Pedidos e Requerimentos

DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS

Diante de todo o exposto, requer o Embargante:

  1. O deferimento do pedido de gratuidade da justiça, com fulcro no art. 98 e seguintes do CPC;

  2. O recebimento dos presentes Embargos com a suspensão da Ação de Execução, nos termos do art. 919, § 1º, do CPC;

  3. A total procedência dos Embargos para declarar a nulidade absoluta da penhora recaindo sobre o imóvel, matrícula nº {NUMERO_MATRICULA}, em razão de sua natureza de bem de família, com base no art. 1º da Lei nº 8.009/90 e art. 833, I, do CPC;

  4. A condenação da Embargada ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios sucumbenciais, estes fixados em 20% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 85, § 2º do CPC;

  5. Requer, ainda, provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente pela produção de prova documental já acostada.

Dá-se à causa o valor de R$ {VALOR_CAUSA} (por extenso), para fins meramente fiscais e de alçada no Juizado Especial Cível.

Nestes termos, Pede deferimento.

{CIDADE}, {DATA_ATUAL}.

{NOME_ADVOGADO} OAB/{UF_OAB} {NUMERO_OAB}

31 campos personalizáveis neste modelo

Numero Da VaraNumero Do ProcessoNome Parte ExequenteNome Parte ExecutadoEstado CivilProfissaoEnderecoCepCpfEmailNumero OabNome Parte AutoraEstado Civil Parte AutoraProfissao Parte AutoraEndereco Parte AutoraCep Parte AutoraCpf Parte AutoraNumero MatriculaAno InicialAno FinalNumero Documento InicialNumero Documento FinalNumero Documento Inicial 2Numero Documento Final 2Numero Documento Inicial 3Numero Documento Final 3Valor CausaCidadeData AtualNome AdvogadoUf Oab

Fim do modelo

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