PetiçõesOutroAutor

Ação de Indenização por Danos Materiais c/c Danos Morais - Impugnação à Contestação

Petição - Impugnação à Contestação com Pedidos de Danos Materiais e Morais

Usar este modelo

Crie uma cópia editável no Cicero Editor

Abrir no Editor

Criado

27 de abril de 2025

Atualizado

27 de abril de 2025

Versão

1

Autor

cicero

Jurisdição

br

Resumo

Impugnação à contestação em ação de indenização por danos materiais e morais, na qual se alega preliminarmente a ausência de representação processual do Banco contestante e, no mérito, a responsabilidade solidária do banco pela fiscalização de obra financiada, culminando na reiteração dos pedidos iniciais e solicitação de inversão do ônus da prova.

Impugnação à Contestação em Ação de Indenização por Danos Materiais c/c Danos Morais

Impugnação à contestação em ação de indenização por danos materiais e morais, na qual se alega preliminarmente a ausência de representação processual do Banco contestante e, no mérito, a responsabilidade solidária do banco pela fiscalização de obra financiada, culminando na reiteração dos pedidos iniciais e solicitação de inversão do ônus da prova.

Endereçamento e Qualificação das Partes

{NOME_PARTE_AUTORA}, {NACIONALIDADE_PARTE_AUTORA}, {ESTADO_CIVIL_PARTE_AUTORA}, {PROFISAO_PARTE_AUTORA}, portador do CPF/MF nº {CPF_PARTE_AUTORA}, com Documento de Identidade de n° {RG_PARTE_AUTORA}, residente e domiciliado na Rua {ENDERECO_PARTE_AUTORA}, nº {NUMERO_ENDERECO_PARTE_AUTORA}, bairro {BAIRRO_PARTE_AUTORA}, CEP: {CEP_PARTE_AUTORA}, {CIDADE_UF_PARTE_AUTORA}, vem respeitosamente perante a Vossa Excelência, no feito em que contende com {NOME_PARTE_RE}, propor

IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS

em face de {NOME_PARTE_RE}, {NACIONALIDADE_PARTE_RE}, {ESTADO_CIVIL_PARTE_RE}, {PROFISAO_PARTE_RE}, portador do CPF/MF nº {CPF_PARTE_RE}, com Documento de Identidade de n° {RG_PARTE_RE}, residente e domiciliado na Rua {ENDERECO_PARTE_RE}, nº {NUMERO_ENDERECO_PARTE_RE}, bairro {BAIRRO_PARTE_RE}, CEP: {CEP_PARTE_RE}, {CIDADE_UF_PARTE_RE}, pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas.

Das Alegações do Requerido

O requerido comparece aos autos, argumentando:

  1. Ilegitimidade passiva com fulcro nos artigos 485, VI e 354 ambos do NCPC;

  2. Impossibilidades de responsabilização do Banco {NOME_DO_BANCO} pelos vícios construtivos;

  3. Inexistência de responsabilidade por danos morais.

Preliminarmente – Ausência de Representação Processual do Requerido Banco {NOME_DO_BANCO}

Excelentíssimo Magistrado, ao que se depreende da análise dos autos, a Dra. Advogada signatária da contestação do Banco {NOME_DO_BANCO} não possui procuração válida nos autos, porquanto, na procuração anexada aos autos em folhas {NUMERO_FOLHAS_PROCURACAO_INICIAL} até {NUMERO_FOLHAS_PROCURACAO_FINAL} não consta o nome da advogada que assina a peça e, tampouco, não há nos documentos adiante substabelecimento específico para a mesma.

Dessa maneira, falece capacidade postulatória à mesma nos presentes autos, fato este que deve ser reconhecido por Vossa Excelência ao julgar o feito e considerar o Banco {NOME_DO_BANCO} revel.

Da Verdade dos Fatos

Conforme fl. {NUMERO_DA_FOLHA_CONTRATO}, os requerentes assinaram conjuntamente um contrato de financiamento com o Requerido, onde o objeto a ser financiado, seria o imóvel em questão.

Ocorre que o requerido Banco {NOME_DO_BANCO}, antes de autorizar a liberação do financiamento, deveria ter feito uma vistoria para verificação da conformidade da obra, bem como solicitado um laudo da construção.

Ora, Excelentíssimo Magistrado, é de conhecimento comum que as instituições bancárias, ao prestarem financiamento habitacional não o fazem de maneira deliberadamente altruística, outrossim, buscam se capitalizar através dos juros pagos ao longo dos anos.

Dessa feita, a vistoria prévia no imóvel é condição para a liberação do financiamento. Se foi liberado, implica entender que o banco aquiesceu com a regularidade da coisa móvel e que não deveria haver quaisquer vícios capazes de macular.

Os clientes bancários, agora Requerentes na presente demanda, agiram em conformidade com o princípio da confiança e na justa crença que o banco estava financiando algo sem vícios ocultos que a tornassem imprestáveis.

Como houve a liberação do financiamento, subentende-se que o Requerido Banco {NOME_DO_BANCO} achou a obra conforme, estando apta para moradia e uso. Dessa feita, não cabe por absoluta impossibilidade jurídica a alegação de ausência de responsabilidade da instituição bancária, a qual deve arcar de maneira solidária com o construtor pelos prejuízos que os {NOME_DA_PARTE_AUTORA} tiveram.

Do Direito

O requerido ofereceu contestação alegando que não era parte legítima da ação, porém o Código Civil brasileiro, em seu artigo 186, dispõe:

Art. 186 – Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência, ou imprudência, violar o direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Se o requerido deixou de efetuar as vistorias no imóvel antes de liberação do financiamento, para atestar a qualidade da obra, ou se o fez e não constatou irregularidade, agiu de forma negligente e imprudente, recaindo sobre ele a responsabilidade e configurando o ato ilícito.

Da Presença do Dano Moral

Embora o banco alegue a ausência de danos morais, tal argumento não deve ser acatado a bem do direito e da justiça.

Entende-se o dano moral a dor íntima sofrida pela vítima com a conduta desidiosa do réu, o qual sem qualquer motivo financiou imóvel imprestável para o uso, causando, assim, dor, sofrimento, e angústia nos {NOME_DA_PARTE_AUTORA} os quais não queriam, de maneira alguma, que o sonho da casa própria se tornasse um pesadelo constante.

Dessa maneira, viver em uma casa paga como nova, mas com defeitos de imóvel em ruínas, decadente e imprestável, gera um dano moral de grande monta, o qual deve ser reparado a bem do direito e da justiça.

Dessa maneira, os Autores, além do dano material pedido, também insistem nos danos morais.

A cumulação de dano moral e material é pertinente com a Súmula 37 do STJ, que diz:

“São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato”

Logo o requerido vem sofrendo o dessabor de ter seu sonho de ter uma casa própria frustrado.

Da Inversão do Ônus da Prova em Favor dos Consumidores

Também é necessária a inversão do ônus da prova em favor dos consumidores de acordo com o julgado que agora segue, senão vejamos:

Localidade Distrito Federal

Autoridade Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. 1ª Turma Cível

Título Acórdão nº 206491 do Processo nº 20040020023582agi

Data 16/08/2004

Ementa AÇÃO CIVIL PÚBLICA – DIREITO DO CONSUMIDOR – INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA – CABIMENTO – AGI DESPROVIDO, UNÂNIME. A INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA É UMA PRERROGATIVA PROCEDIMENTAL PREVISTA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. PORTANTO, CABE AO JULGADOR QUE – EM QUALQUER FASE DO TRÂMITE – VERIFICAR A HIPOSSUFICIÊNCIA DO CONSUMIDOR E O MAIS NECESSÁRIO, DILUCIDAR E DAR O CORRETO RUMO AO PROCESSO, NA BUSCA DA VERDADE REAL.

URN urn: lex: br; distrito. Federal: tribunal. Justiça. Distrito. Federal. Territórios; turma. Civel.1: acordao:2004-08-16;206491

Assuntos

IMPROCEDÊNCIA, EFEITO SUSPENSIVO, CLÁUSULA ABUSIVA, INVERSÃO, ONUS DA PROVA, CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Presumem-se, portanto, verdadeiros os fatos alegados pelos {NOME_DA_PARTE_AUTORA} na inicial, e assim devem ser julgados todos procedentes na sua totalidade pelo juízo, vez que o requerido Banco {NOME_DO_BANCO} em nada conseguiu afastar os fatos constitutivos do direito.

Dos Pedidos

ANTE O EXPOSTO, reiteram-se os pedidos formulados na inicial de fls. 00 a 00, bem como, os fundamentos de direito, afastando-se todos os argumentos contidos na contestação do Banco {NOME_DO_BANCO}, e julgando-se o petitório totalmente procedente, para:

  1. Reconhecer a preliminar de ausência de representação processual do Banco {NOME_DO_BANCO}, declarando-o revel;

  2. Julgar procedente o pedido de indenização por Danos Materiais no valor de {VALOR_DANOS_MATERIAIS};

  3. Julgar procedente o pedido de indenização por Danos Morais no valor de {VALOR_DANOS_MORAIS};

  4. Condenar o Requerido ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.

Termos em que,

Pede Deferimento.

{CIDADE}, {DATA_ATUAL}.

ADVOGADO

OAB Nº {NUMERO_OAB}

32 campos personalizáveis neste modelo

Nome Parte AutoraNacionalidade Parte AutoraEstado Civil Parte AutoraProfisao Parte AutoraCpf Parte AutoraRg Parte AutoraEndereco Parte AutoraNumero Endereco Parte AutoraBairro Parte AutoraCep Parte AutoraCidade Uf Parte AutoraNome Parte ReNacionalidade Parte ReEstado Civil Parte ReProfisao Parte ReCpf Parte ReRg Parte ReEndereco Parte ReNumero Endereco Parte ReBairro Parte ReCep Parte ReCidade Uf Parte ReNome Do BancoNumero Folhas Procuracao InicialNumero Folhas Procuracao FinalNumero Da Folha ContratoNome Da Parte AutoraValor Danos MateriaisValor Danos MoraisCidadeData AtualNumero Oab

Fim do modelo

Cicero Templates Collection

Explore mais modelos

Encontre o modelo perfeito para sua necessidade jurídica.