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Resposta à Denúncia

Resposta à Denúncia

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Criado

27 de abril de 2025

Atualizado

27 de abril de 2025

Versão

1

Autor

cicero

Jurisdição

br

Resumo

Resposta à Denúncia com foco na desclassificação do crime de tráfico (Art. 12 da Lei 6.368/76) para uso (Art. 16), alegando ausência de dolo mercantil e insuficiência de provas contra o denunciado {NOME_DENUNCIADO}. O documento também cita trechos de depoimentos e faz considerações sobre o Pacote Anticrime.

Resposta à Denúncia com Pedido de Desclassificação

Resposta à Denúncia com foco na desclassificação do crime de tráfico (Art. 12 da Lei 6.368/76) para uso (Art. 16), alegando ausência de dolo mercantil e insuficiência de provas contra o denunciado {NOME_DENUNCIADO}. O documento também cita trechos de depoimentos e faz considerações sobre o Pacote Anticrime.

Endereçamento

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DA {NUMERO_DA_VARA}ª VARA {ESPECIFICACAO_VARA} DA COMARCA DE {NOME_DA_COMARCA}

Qualificação e Fundamento Legal

{NOME_COMPLETO_DENUNCIADO}, já qualificado nos autos acima mencionado, por seu advogado que a esta subscreve, {NOME_ADVOGADO}, com fulcro no Art. 38, da Lei 10.40000/02, vem apresentar sua Resposta à Denúncia de fls. [NUMERO_FLS_DENUNCIA], para, desde já, refutá-la in totum, o que faz pelas razões fáticas e de Direito que passa a expor:

Dos Fatos

Colhe-se do auto flagrancial que, no dia {DIA_DO_FLAGRANTE}/{MES_DO_FLAGRANTE}/{ANO_DO_FLAGRANTE}, o ora denunciado retornava da {CIDADE_ORIGEM}, trazendo em sua motocicleta, como passageiro, a pessoa de {NOME_PASSAGEIRO}, o qual o havia contratado para conduzi-lo e reconduzi-lo – tendo combinado o trabalho de transporte pela importância de R$ {VALOR_TRANSPORTE} (REAIS) reais, mais a gasolina.

Qual a finalidade da viagem? – Não fora adiantada ao contratado.

Pois bem, retorquindo, o passageiro comunica que havia adquirido uma certa porção de maconha, para seu uso, vez que se tratava de um viciado! Logo, em seguida, a moto fura um pneu. {NOME_PASSAGEIRO}, de posse de seu produto, intacto, fica a espera de uma carona; enquanto {NOME_TERCEIRO} prossegue empurrando sua moto.

Das Provas e Declarações Testemunhais

Da oitiva de {NOME_POLICIAL}, policial que no auto de flagrante apresentou-se como condutor, extrai-se:

“Que no dia de hoje está trabalhando na operação carnaval nesta cidade; que estava deslocando sentido {CIDADE_ORIGEM_POLICIAL} X {CIDADE_DESTINO_POLICIAL} ao intuito de abordar um ônibus que vinha em sentido contrário onde havia quatro indivíduos provocando baderna e quebradeira:”

“Que no caminho avistou o primeiro conduzido e ele estava pedindo carona; que comunicou ao oficial do dia, via rádio, acerca do fato, alertando que o primeiro conduzido era suspeito de praticar tráfico de drogas nesta Cidade, momento em que recebeu a determinação do oficial que investigasse o fato;”

“Que abordou o primeiro conduzido que neste momento já havia pego carona; que após uma busca pessoal no mesmo encontrou com o primeiro (sic) conduzindo uma porção de substância entorpecente vulgarmente conhecida como maconha;”

“Que deu voz de prisão ao mesmo e encaminhou a esta delegacia para as providencias: Que {NOME_PASSAGEIRO} confessou que quem estava conduzindo ele até o momento em que foi abordado era a pessoa do SEGUNDO CONDUZIDO – {NOME_DENUNCIADO};”

Das declarações prestadas por {NOME_PASSAGEIRO}, colhe-se:

“Que é verdade que a maconha apresentada nesta delegacia pelos policiais militares é de propriedade do interrogando; que adquiria a mesma na cidade de trindade pelo valor de R$ {VALOR_MACONHA} (REAIS); que comprou pelo preço que não sabe dizer quanto pesa em gramas:

Que estava vindo de {CIDADE_ORIGEM_PASSAGEIRO} até a esta cidade de {CIDADE_DESTINO_PASSAGEIRO} em uma moto junto com {NOME_DENUNCIADO}:

Que {NOME_DENUNCIADO} não deu dinheiro para comprar a maconha; que quem estava conduzindo a moto era {NOME_DENUNCIADO}, pois ele era quem está habilitado para dirigir, e também a motocicleta pertence a ele: que {NOME_DENUNCIADO} não iria ganhar nada, pois estava apenas fazendo um favor para o interrogando;Que não é verdade que iria vender essa maconha durante os festejos de carnaval, pois esta maconha era de uso próprio, uma vez que usa é viciado desde os {IDADE_DENUNCIADO} anos de idade…”

Das declarações prestadas por {NOME_TESTEMUNHA_1}:

“Que é verdade que estava conduzindo uma moto e estava trafegando da cidade de {CIDADE_ORIGEM_TESTEMUNHA_1} com destino a esta cidade de {CIDADE_DESTINO_TESTEMUNHA_1}; que estava levando na garupa a pessoa de {NOME_PASSAGEIRO_2};”

“Que no meio do caminho a motocicleta que estava dirigindo furou o pneu;”

“Que {NOME_PASSAGEIRO_2} desceu e pediu carona; Que esta maconha não pertence ao interrogando e sim a {NOME_PROPRIETARIO_MACONHA};”

“Que {NOME_PROPRIETARIO_MACONHA} disse que havia comprado essa maconha por R$ {VALOR_MACONHA_2} (REAIS); Que ganhou de {NOME_TESTEMUNHA_1} a quantia de R$ {VALOR_TRANSPORTE_2} (REAIS) e mais a gasolina para poder levar e trazer de volta;”

“Que só ficou sabendo que {NOME_PROPRIETARIO_MACONHA} iria buscar maconha no meio do caminho, na volta”

Das declarações prestadas pelo policial condutor, chama-se a atenção a seguinte afirmação:

“Que comunicou ao oficial do dia, via rádio, a cerca do fato, alertando que o primeiro conduzido era suspeito de praticar tráfico de drogas nesta cidade”

Do Direito - Da Desclassificação e Inexistência de Tráfico

Pois bem.

Numa cidade do interior, onde todo mundo conhece, geralmente, o modus vivendi de cada pessoa – a ponto de a polícia saber quem é quem, inclusive como traficante de drogas – e, por que razão, não arma um esquema de trabalho objetivando surpreender, em flagrante, o elemento tido como traficante? – De duas, uma: Ou é conversa fiada; ou é prevaricação! – Se esta última é a opção mais provável, está aí a oportunidade para o Ministério Público tomar as providências cabíveis para chegar-se à apuração da verdade…

In casu.

Não há em que se falar em tráfico, quer por parte de {NOME_DENUNCIADO_2} – e muito menos, por parte de {NOME_PASSAGEIRO_3}. Quanto ao primeiro, tudo não passa de ilações, presunções: Presunção de autoria. É inadmissível. Não se pode presumir a realização de uma conduta tão-só pelo aspecto objetivo do fato. Assim, a simples posse de entorpecente não conduz necessariamente à prática delituosa, uma vez que se exige comportamento típico doloso.

Ademais, em se tratando do Direito Penal da Culpa, não se admite a culpa por mera presunção – indispensável é a prova do vínculo psicológico; {NOME_DENUNCIADO_2} é conhecido como usuário, alguém já o apontou praticando conduta de traficante – vendendo, doando, divulgando? – Mesmo não sendo um rico não poderia dispor de cem reais para aquisição do produto para saciar seu vício?

Ora.

Para usar, se não plantou, adquire-se, seja gratuita, seja onerosamente – vale dizer: o uso, em regra, pressupõe a aquisição – quem vendeu ou fez doação é quem deve responder por tráfico. Não, não quem adquire para uso próprio, este precisa de tratamento, não de cadeia!

No vertente caso.

No retorno de {CIDADE_ORIGEM_DENUNCIADO_2} para {CIDADE_DESTINO_DENUNCIADO_2} é que {NOME_DENUNCIADO_2} tomou conhecimento que seu colega estava com uma porção de maconha. Se Ele, {NOME_DENUNCIADO_2}, alega que transportava para uso próprio, sem dúvida, a confirmação do tipo descrito é do artigo 16, da Lei 6.368/76 – e não do tipo descrito no artigo 12 da referida Lei.

De onde se colheu a informação de que a intenção de {NOME_PARTE_CRIMINOSO} era comercializar a maconha, no carnaval, em {NOME_DA_CIDADE}? – O Direito Penal da culpa, só se afirma em fato concreto, não em fato(s) formado(s) por conjectura(s)!

Também.

Não há nos autos nenhuma certeza de que a maconha adquirida era para tráfico, em qualquer de suas modalidades: daí dever-se operar a desclassificação para o artigo 16 – porquanto constitucionalmente e penalmente defeso é inferir a finalidade pelo simples fato de portar a droga.

Nesse sentido – (RT. 61/3000000-400; RT-61/30008; Rt-643/382.)

Quanto ao denunciado {NOME_DENUNCIADO} – Não foi preso portando nada, não estava fazendo uso, quando combinou a viagem não foi comunicado qual seria a finalidade; só veio a saber quando do retorno, quando seu passageiro contou-se-lhe que havia adquirido uma certa porção de maconha. Naquelas alturas dos acontecimentos não há como negar que o transporte passara a ser um fato meramente ocasional!

Portanto, não há razão para que possa ser condenado, vez que razão para condenação inexistir com relação ao próprio {NOME_DENUNCIADO}, por todas as razões levantadas em linhas volvidas. Devendo, pois, Meritíssimo Juiz, a Denúncia quanto ao {NOME_DENUNCIADO} ser desclassificada quanto a tipificação do artigo 12 para o 16; com relação ao {NOME_DENUNCIADO} rejeitada in totum.

Dos Pedidos e Considerações Finais sobre a Legislação

Quanto à liberação da Moto, segue pedido, em apartado.

Requer sejam ouvidas as testemunhas a seguir nomeadas, as quais comparecerão à audiência independentemente de intimações:

  1. {NOME_TESTEMUNHA_1}

  2. {NOME_TESTEMUNHA_2}

  3. {NOME_TESTEMUNHA_3}


Mudanças do Pacote Anti Crime

Legítima Defesa

Foi estendida a agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém.

Tempo Máximo de Cumprimento de Pena

A nova lei amplia o tempo máximo de cumprimento da pena para 40 anos. Penas cujo somatório superasse isso seriam unificadas em 40 anos.

Não Persecução Penal

O grupo de trabalho aprovou texto proposto por Alexandre Moraes que define o acordo de não persecução penal, aplicado a infrações penais sem violência e com pena mínima de quatro anos. Bolsonaro vetou que a não persecução possa ocorrer nos casos de crimes de improbidade administrativa.

Juiz de Garantias

Deputados incluíram o juiz de garantias, que atua durante a fase de investigação do processo até o oferecimento da denúncia. Ele não julga. A ideia é evitar acusações de parcialidade.

Pena para Líderes Criminosos

Líderes de facções começam a cumprir pena em prisões de segurança máxima e proibiu progressão ao preso que ainda tivesse vínculo com a organização.

35 campos personalizáveis neste modelo

Nome DenunciadoNumero Da VaraEspecificacao VaraNome Da ComarcaNome Completo DenunciadoNome AdvogadoDia Do FlagranteMes Do FlagranteAno Do FlagranteCidade OrigemNome PassageiroValor TransporteNome TerceiroNome PolicialCidade Origem PolicialCidade Destino PolicialValor MaconhaCidade Origem PassageiroCidade Destino PassageiroIdade DenunciadoNome Testemunha 1Cidade Origem Testemunha 1Cidade Destino Testemunha 1Nome Passageiro 2Nome Proprietario MaconhaValor Maconha 2Valor Transporte 2Nome Denunciado 2Nome Passageiro 3Cidade Origem Denunciado 2Cidade Destino Denunciado 2Nome Parte CriminosoNome Da CidadeNome Testemunha 2Nome Testemunha 3

Fim do modelo

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